Muitas vezes acreditamos que estamos reagindo apenas ao comportamento do nosso filho. Mas, em certos momentos, ele toca em medos, dores e expectativas que carregamos há muito tempo, desde antes de sermos pais. Um encontro para olhar essa história com cuidado.
Uma birra, uma resposta torta, uma porta que bate. Por fora, é só comportamento. Por dentro, mexe com algo antigo: a forma como nós fomos educados, o que sentimos falta, o que prometemos a nós mesmos que faríamos diferente.
E se parte dos desafios da parentalidade não estivesse apenas nos nossos filhos, mas também nas experiências que nós mesmos vivemos? A maneira como educamos, estabelecemos limites e lidamos com conflitos costuma repetir, ou tentar corrigir, aquilo que aprendemos quando éramos os filhos da história.
Neste encontro, vamos refletir sobre como a sua própria história influencia o jeito como você educa, reage e se conecta com seu filho hoje. Não para culpar ninguém, e sim para enxergar com mais clareza e escolher com mais liberdade.
Para o pai, para a mãe, para quem divide a criação e para quem cuida sozinho. Para quem ama profundamente e, ainda assim, se assusta com a intensidade das próprias reações.
Você percebe que certas atitudes do seu filho disparam em você uma reação muito maior do que a situação parece pedir.
Você se pega repetindo frases e posturas dos seus próprios pais, até aquelas que um dia jurou que nunca repetiria.
Você quer educar com firmeza e afeto ao mesmo tempo, sem explodir e sem se calar, mas nem sempre sabe como sustentar isso.
Como experiências da infância continuam ativas em nós e por que alguns comportamentos dos filhos tocam justamente nos pontos mais sensíveis da nossa própria história.
O que acontece no instante entre o que o filho faz e o que nós devolvemos, e como abrir um espaço de escolha nesse intervalo, em vez de agir no automático.
Como estabelecer regras e dizer não a partir do que protege, e não da repetição do que vivemos. Força sob controle, no espírito Praus.
Uma direção clara para continuar olhando para a própria história e para o vínculo com seu filho, no seu tempo e com acolhimento.
Comecei muito antes de ter qualquer formação clínica. Na pastoral, acompanhei famílias no momento em que a vida desmorona. Morte, separação, doenças, silêncios de anos que, de repente, precisavam ser falados, acolhidos, tratados e ressignificados.
Aprendi ali que escuta não é passividade. É uma forma de presença que algumas pessoas nunca tiveram na vida.
Fui me especializando não por ambição acadêmica, mas porque quem chegava até mim exigia mais do que eu tinha. Carrego uma cosmovisão que entende o ser humano em suas múltiplas perspectivas, onde todas importam.
Reserve duas horas para entender as suas próprias reações e voltar a escolher como quer estar presente. As vagas são limitadas para que o encontro seja realmente próximo.
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